FILOSOFIA_DE_GAVETA

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Viver ou juntar dinheiro?



Por Max Gehringer


Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença
para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:

"Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração
azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos,
que eram mais sábios agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque
são mais inteligentes.

Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos
davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi
muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de
tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado
R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria
economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e
comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia
estar milionário.

Bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas
das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu
comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens
supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00
na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse
sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e
descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à
vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro
com prazer e por prazer.

E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que
eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro,
mas sem ter vivido a vida".

No mínimo, para pensar...





 "Não eduque o seu filho para ser rico, eduque o para ser feliz. Assim, ele
saberá o valor das coisas, não o seu preço"


 

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma aula de história* *O futuro do PT (**Lucia Hippólito)*


 

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento

sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades

Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do

Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição

brasileira.


 

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT...

Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista

que foi o general Golbery.


 

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente

paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e

um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo

eles: o proletariado.


 

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta.

Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era

revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar

os erros das elites brasileiras.


 

O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a

música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não

gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava

com picaretas.


 

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e

brigando com o mundo adulto.


 

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e

governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os

petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros,

banqueiros.


 

Tudo muito chique, conforme o figurino.


 

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a

presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos

companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de

convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.


 

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta

estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson

Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior.


 

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em

2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que

fundaram o PSOL.


 

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se

afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em

seguida, Frei Betto.


 

E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de

fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.


 

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do

desligamento da senadora Marina Silva do partido.


 

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.*


 

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o

velho PTB de antes de 64.


 

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas

diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do

presidente da República.


 

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o

empresariado. Cavando benefícios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai

desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração

pública dos estados e municípios. Além do governo federal,

naturalmente.

É o triunfo da pelegada.


 

*Lucia Hippolito*


 


 

 
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